terça-feira, 4 de novembro de 2008

Desmundo


Ao observar o filme Desmundo e fazendo um paralelo com a lei Maria da Penha e os Direitos Humanos, não posso deixar de concluir que por mais leis que possam ser criadas com o intuito de humanizar o tratamento do suposto sexo "forte" em relação ao sexo dito "frágil", ainda assim a raiz do problema não estará sendo atingida com a eficácia que deveria.

O problema é histórico cultural, é filosófico e por que não dizer que o é religioso.

A violência física é precedida pela violência psicológica que envolve uma série de outros fatores tais como: falta de reconhecimento do seu valor e do outro, falta se sensibilidade, etc.

Possuir o corpo é menos violento do que possuir a alma que está diretamente relacionada aos desejos, vontades, auto-imagem.

Arrisco dizer que os Desmundos estão presentes na nossa sociedade atual com muito mais freqüência do que poderiam imaginar os fazedores de leis, que têm poder para criá-las e nenhum poder para fazer com que sejam cumpridas. Estão presentes em todas as camadas da sociedade, pelo simples fato de o ser humano ter perdido seus valores mais elementares, pelo fato de ter perdido seu referencial de ser a imagem e semelhança do "Ser" perfeito, do qual este é imagem e semelhança.

Vivenciamos atualmente um Desmundo travestido de roupagem e linguagem própria de nossa época, mas com requintes de crueldade e perversidade mais sutis e elaboradas. Os muitos Franciscos e Oribelas andam pelas ruas de todo o mundo e enquanto não são denunciados estarão vivendo como casais acima de qualquer suspeita.

Um comentário:

Leni disse...

Fátima, muito interessante sua percepção e reflexão sobre o tratamento dado a mulher. A história só reforça o que há de fato.
Lenita